Detetives do cinema: conheça os mistérios de Watson e Sherlock Holmes

Sherlock Holmes é considerado por muita gente ao redor do mundo inteiro como o melhor e mais conhecido detetive da ficção. Algumas pessoas nem sabem que ele e Watson, seu caro parceiro, têm sua origem nas páginas de um livro. Esses famosos detetives do cinema fazem sucesso desde sua criação, em 1887, e geram muita curiosidade até os dias atuais.

No artigo de hoje, você poderá conhecer melhor esses dois ícones do mundo da investigação e desvendar os motivos que fizeram deles personagens tão importantes e que servem de inspiração para profissionais da área. Confira!

Como surgiram os detetives do cinema?

Sir Arthur Conan Doyle, médico e escritor nascido na Escócia, criou os personagens para seu livro intitulado “A study in Scarlet” (Um estudo em vermelho), lançado em 1887 pela revista Beeton’s Christmas Annual.

Depois disso, Sherlock Holmes apareceu em mais de 60 obras do autor, entre romances e contos, tornando-se um dos personagens mais famosos da literatura mundial.

A criação de Arthur Conan Doyle chegou a entrar para o Guiness Book como o personagem mais retratado em filmes e programas de televisão, com o impressionante número de 254 aparições.

Quem é Sherlock Holmes?

enigmático investigador de olhos penetrantes, que sempre aparece usando uma espécie de roupão e chapéu, portando uma lupa e um cachimbo, nasceu em 6 de janeiro de 1854.

Ele atuou como detetive entre os anos 1881 e 1904, sempre residindo no mesmo endereço, Rua Baker, 221B, em Londres.

Um homem altivo e obsessivo no que diz respeito à tarefa de decifrar um mistério. Mostrou-se, algumas vezes, orgulhoso e perfeccionista, acreditando sempre ter uma resposta certa para todas os questionamentos.

Sua personalidade nunca foi amplamente revelada, apenas algumas nuances puderam ser percebidas ao longo das histórias que protagonizou. Culto e mais voltado à ciência e à razão do que às emoções. Em algumas narrativas, acabou demonstrando seu lado mais humanizado.

Sherlock Holmes era do tipo de homem que sabe um pouco de tudo, de lutar boxe a tocar violino. Mas sua atuação genial foi mesmo na área criminal. Sua mente funcionava como uma máquina, capaz de decifrar crimes através de proposições que desafiavam sua própria compreensão.

O detetive sempre se valeu da lógica dedutiva e da metodologia científica para chegar às suas conclusões. Seu pensamento lógico baseava-se na ideia de partir das causas para compreender os efeitos.

Por ser tão obstinado acerca de seu trabalho, Sherlock Holmes dependia dele para sua sobrevivência e felicidade. Um estado depressivo se abatia sobre ele sempre que se via em momentos ociosos.

Quem é John H. Watson?

Nascido na década de 1850, morou na Austrália durante a infância, mas se mudou para a Inglaterra para estudar.

Formou-se doutor em Medicina pela Universidade de Londres, em 1878. Em seguida foi para Netley e realizou o curso para cirurgiões do exército.

Watson foi jogador de rugby e era um homem de estatura mediana, pescoço grosso, mandíbula quadrada e bigode.

Nota-se que era também muito bonito, pois algumas vezes Holmes citou que ele tinha vantagens naturais com as mulheres. A propósito, Watson casou-se pelo menos duas vezes: com Mary Morstan, em 1889, que faleceu entre 1891 e 1894, e com outra mulher em 1903.

Watson viveu momentos de infortúnio e desastre quando serviu como cirurgião na guerra afegã. Ele foi atingido no ombro por uma bala, que quebrou seu osso e prejudicou uma artéria. Foi removido para uma base com outros feridos e acabou vítima de febre entérica. Ficou tão fraco, após esses acontecimentos, que acabou sendo mandado de volta para a Inglaterra.

Como é a relação entre Holmes e Watson?

O primeiro encontro do doutor John Watson e Sherlock Holmes se deu quando Watson voltou do Afeganistão, após servir como médico no exército. Holmes estava procurando um colega de quarto e os dois foram morar juntos.

Depois disso, além de se tornarem melhores amigos, Watson se transformou em assistente do detetive.

Watson considerava Holmes o melhor e mais sábio homem que ele já havia conhecido. Logo que passaram a se relacionar, os hábitos de Sherlock estimularam a curiosidade do assistente.

Quando eles já tinham uma amizade consolidada, em 1882, Holmes convidou Watson para acompanhá-lo até a cena de um crime – essa é a primeira história de “Um estudo em vermelho”.

Mesmo que Watson tenha se tornado o amigo mais próximo de Holmes, seu parceiro e confidente, o detetive só demonstrou carinho pelo doutor em raras ocasiões.

Holmes gostava de pensar em voz alta, na presença de seu assessor. A presença de Watson ajudava a estimular sua mente. Pode-se dizer que o papel do ajudante era fazer com que as impressões e intuições de Holmes se acendessem de maneira mais vívida e rápida.

Quais as curiosidades mais interessantes?

Além de apresentar as características sobre Holmes e Watson e sobre a parceria entre eles, vamos desvendar mais algumas informações interessantes que talvez você não conheça:

  • O endereço do detetive na Rua Baker nunca existiu, porém acabou sendo criado para sediar o Museu Holmes.
  • Sherlock Holmes é o único personagem fictício a fazer parte dos quadros da Royal Academy of Chemistry, para a qual entrou em 2002, graças às suas contribuições para a pesquisa forense.
  • O ator que mais interpretou o famoso detetive em produções do cinema e da televisão foi o sul-africano Basil Rathbone. Ele atuou em 14 filmes e 1 série de TV. O inglês Jeremy Brett foi quem deu vida ao personagem em outra série criada para a televisão britânica, por 4 temporadas.
  • Além das obras originais, existem várias outras inspiradas nos personagens de Arthur Conan Doyle ou onde eles aparecem inseridos por outros autores. No livro “O Xangô de Baker Street”, do brasileiro Jô Soares, por exemplo, o detetive Sherlock Holmes visita o Brasil e acaba decifrando o mistério de um crime na época do Império. No filme “O enigma da pirâmide”, de 1985, Holmes e Watson surgem quando ainda eram colegiais e investigam uma série de mortes.

Depois de saber tudo isso, não restam dúvidas de que essa criação do escritor escocês tem motivos de sobra para ter ficado tão famosa!

Fonte: Blog Meu caro Watson

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