Detetives ganham até R$ 1.500,00 por dia no encalço de traições e empresas

A Academia de Inteligência Privada, com sede no Rio, se autoproclama a melhor escola de detetives do Brasil. Desde 2003, ela oferece os cursos de detetive privado (nas modalidades presencial, por R$ 1.800, e a distância, por R$ 500) e psicologia criminal (R$ 300).

Por ano, são formados cerca de 80 profissionais, diz o detetive Luiz Cláudio Gomes, coordenador da escola. Para aprender a prática, porém, ele recomenda a busca de alguém experiente que deixe o novato acompanhar seu trabalho. Esse também é o melhor caminho para tornar-se conhecido no mercado, que funciona na base de indicações.

É um ramo muito fechado. É difícil você chegar em uma agência e pedir um emprego, diz Fabrício Dias, 36, presidente da Líder Detetives, com sede em São Paulo. Dias coordena o trabalho de 16 agentes, entre especialistas em TI e campaneiros, jargão da área para quem passa até dez horas por dia seguindo alvos nas ruas.

Cerca de 40% dos casos em que Dias trabalha são suspeitas de traição do parceiro ou de uso de drogas pelos filhos. O restante são investigações empresariais, contraespionagem (averiguar se o cliente não está sendo monitorado) e litígios judiciais, como estimar a renda do alvo para pedido de pensão alimentícia. Uma investigação de uma semana gira em torno de R$ 5.500, afirma Dias.

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